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Felicidade
Durante
toda a vida, tentamos alcançar aquilo que pensamos ser a felicidade;
entretanto, nunca temos a certeza se, de fato, atingimos este estado.
Ser
feliz ou estar feliz? Difícil responder. Mas se partirmos do pressuposto que o
homem está sempre em movimento, ou seja, que a sua vida é uma sucessão de
fatos encadeados, podemos supor que o que é vivenciado por ele o transforma e
gera mudanças no outro também. Assim, ser feliz carrega uma conotação
daquilo que queremos alcançar, do ideal, mas não leva em conta as mudanças
momentâneas que o homem enfrenta e que o transforma. Já estar feliz traduz
esta realidade de estar exposto ao que acontece no aqui e agora, ao movimento,
à mudança e que, muitas vezes, é negligenciado em prol do que imaginamos ser
de fato, o ideal.
Fazendo
uso de outras palavras, estar feliz é que torna o indivíduo sensível ao que
acontece ao seu redor, às conseqüências de suas ações; é o estado no qual
ele pode observar e estar aberto ao momento, consciente da realidade e,
portanto, melhor preparado para mudanças. Diferentemente do ser feliz, que
torna a pessoa “cega” ao presente e totalmente voltada ao futuro, cujo
objetivo é justamente atingir aquele estado idealizado e que, por isso,
transforma-a em alguém nunca satisfeito com aquilo que vivencia no momento.
De
fato, a felicidade está em sabermos apreciar o que existe ao nosso redor: o bom
dia ao amigo, o dia ensolarado na praia, a caminhada matinal, o cansaço após o
dia de trabalho, a leitura do jornal, o silêncio, a solidão, a risada... Pois
é, o estar feliz se traduz de muitas maneiras, mas para sentir é preciso estar
sensível ao momento.
E
quem disse que para estar feliz não é possível também sentir tristeza?
Felicidade não é a ausência de tristeza. Muito pelo contrário, estar feliz
implica em se manter focado no momento, fato que gera percepções de
acontecimentos inesperados e de alguma forma impactantes. Assim, estar feliz é
ser consciente de que acontecimentos vistos como desagradáveis existem e têm
influência sobre a vida do ser humano; mas que não é só isso, ao mesmo
tempo, há o bom dia dito ao amigo, o dia ensolarado na praia, a caminhada
matinal...
O
que fica, então, é que o que somos hoje, agora, é resultado de múltiplos
acontecimentos que estão ao nosso redor. Cabe a nós decidir como encará-los e
permitir que influenciem a nossa vida para aquilo que julgamos ser a nossa
felicidade.
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